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Como estimular a auto estima do seu filho de 1 a 5 anos

março 21, 2019

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Uma infância saudável, livre, leve e feliz é o bem mais precioso que podemos ofertar a um filho. Tão mais importante do que quantos brinquedos podemos comprar ou a grade curricular da escola onde ele estudará, é a qualidade do tempo que a sua criança passa nessa terra, principalmente em seus primeiros anos de vida, que define o tipo de adulto que ela vai se tornar. Atualmente, o valor da infância está sendo muito mais medido por coisas que o dinheiro proporciona, do que pelos ativos emocionais que podemos trabalhar gratuitamente e infelizmente a quantidade de crianças estressadas, ansiosas, com baixa tolerância à frustração só aumenta. É culpa dos pais? Não, gente. Não vamos trabalhar com a ideia de culpa de ninguém, vamos resignificar, investindo em boas emoções, para ajudar na construção de uma boa auto estima. Inteligência emocional é a capacidade que a vida mais vai cobrar do seu filhote quando ele tiver que ir ao mundo e uma criança segura em sua base, ciente de seus limites e estimulada em suas habilidades consegue lidar com os desafios de maneira mais assertiva.

Vocês têm acompanhado as últimas notícias de 2019 envolvendo crianças e adolescentes? O mundo parece estar do avesso e no meio disso estamos buscando responsáveis. Só que eles não existem, porque o dever social é de todos. Dos pais à escola, passando por toda comunidade e família na qual a criança convive, a tarefa de preservar e ampliar sempre para melhor a auto estima de um ser humano começa assim que ele nasce e permanece durante toda sua infância. A boa notícia é que formar uma base emocional sólida no seu filho é muito mais simples do que se possa imaginar. Pequenas mudanças na forma como você se relaciona com ele, fala e convive com seu pequeno, promovem grandes resultados.

Abaixo, listei 8 dicas fáceis de praticar que vão estimular o desenvolvimento da sua criança e para fazer esse texto, me baseei em pesquisas e livros relacionados à criação com apego e disciplina positiva. Além disso, convidei a Educadora Parental e especialista em educação, Marcela Peconick, idealizadora do Espaço Corujona

 

1- VALIDE OS SENTIMENTOS DO SEU FILHO

criança precisa de colo, sim

Esqueça tudo o que você ouviu sobre crianças serem manipuladoras, manhosas, preguiçosas, etc. Qualquer um destes adjetivos desqualificadores não podem combinar com os pequenos por uma simples razão: a maturidade neurológica deles não permite comportamentos premeditados. “Ah, mas qualquer frustração ele quer colo”. Claro! Imagine o quanto esse mundo é difícil para eles? Já pensou? E quando estamos com dificuldades queremos afeto e proteção, para nos trazer aquela sensação de que vai passar. Sendo assim; nada mais certo do que buscar o colo das pessoas principais da sua vida: pai e mãe. E se ele receber, vai se sentir seguro e saber que pode contar com vocês sempre que precisar. Isso ajuda a desenvolver auto-confiança. “Quando uma criança testa nossos limites, dizendo que não quer comer sozinho, por exemplo, é muito mais para solicitar a atenção deste adulto, que normalmente está em outras atividades. A espécie humana é bebê até 3 anos e é muito importante a presença do pai e da mãe no sentido qualitativo, porque sabemos que a maioria precisa trabalhar bastante. A criança sente isso e quer esse momento de participação”, diz Marcela.

Acreditem, crianças pequenas estão mais próximas de filhotinhos do reino animal do que de qualquer versão de psicopatia do comportamento humano que você já tenha ouvido. E se ele aprender que em você encontra carinho, confiança e consolo para seus momentos difíceis, isso não fará dele um mimado, mas sim uma pessoa ciente de seu lugar e valor no mundo, pois sabe que tem um porto-seguro com quem contar.

 

2- ESTIMULE O CONTATO COM A NATUREZA

crianças devem ter contato com a natureza

Eu lembro claramente da minha infância brincando na rua, andando só de calcinha, passando férias no próprio bairro, sem nem viajar, casa com quintal e vários bichos. A vida era simples, talvez até mais barata, mesmo em época de inflação galopante (sou antiga, rs!). Sabemos que a geração atual está muito mais dentro de apartamentos e com eletrônicos, mas é preciso, desde muito cedo, ensinar nossos pequenos que eles são parte da natureza, que ela é o todo e devemos nos conectar a ela e preservá-la. Mas como cuidar de algo que não temos contato? Não precisa ir para um Hotel Fazenda ou fazer um Safári. Estimule brincadeiras com terra, areia, argila, frequente pracinhas do seu bairro, saia dos muros do seu condomínio. Mostrem a eles o canto dos pássaros que estão nas árvores, brinquem de colher flores e cheirá-las, observar as formiguinhas trabalhando. Frequentem praias (e não precisa ser Búzios, Angra ou Aruba), mostrem a cidade ao seu filho, visitando pontos turísticos e não turísticos. Ande menos de carro ou baixe o vidro do carro de vez em quando para eles sentirem o vento ou ver a chuva caindo. Faça uma mini horta em casa. Deixe-o tocar os alimentos crus da sua cozinha, sentir a textura, provar as frutas in natura, se sujar muito, ir à feira com você. Tenha um animal de estimação ou visite abrigos de animais.

 

3- DÊ AUTONOMIA A SUA CRIANÇA

Eles são indefesos! Já sabemos disso, mas não são incapazes. Maria Montessori já dizia: “Nunca ajude uma criança numa tarefa em que ela se sente capaz de fazer”. É claro que os níveis de independência variam de acordo com a idade, mas estimular isso permitindo que seu filho descubra suas capacidades é primordial. “Ah, mas ele nunca quer guardar os brinquedos”. Olha, eu sei bem como é isso. Como melhorar? Estimulando o lúdico e não criando expectativas: “É importante mostrar o quanto a criança é pertencente à família e isso vem conforme ensinamos desde pequenas que elas podem participar ativamente do cuidado da casa, arrumando seus brinquedos, participando na cozinha, etc. A criança pequena tem o sentido da cooperação nata, já vem com ela e muitas vezes nós adultos começamos a cortar isso devido a correria que nos faz ter pressa para tudo e também por causa da expectativa da perfeição. O foco deve ser a colaboração dela e não o tempo de execução da tarefa ou o quanto ficou bem feito. O importante é ela fazer”, ensina Peconick.

 

4- OPTE POR MENOS CONSUMO

brincadeiras e experiências são fundamentais para uma criança

Sim, quando a gente tem um filho a ânsia é de prover sempre o melhor de tudo e essa sensação aumenta principalmente quando nos faltou isso na infância, em algum grau, e agora podemos ter. Enxoval nos Estados Unidos, armário cheio de roupas e sapatos, brinquedos mil, vários presentes no Natal, todas as novidades da Carters, Fisher Price, entre outras marcas.

Isso é maravilhoso, de fato. Poder prover sem preocupação é o sonho de todo brasileiro médio. Mas, te pergunto: precisa? São necessários tantos brinquedos, roupas e acessórios para um serzinho que mal consegue entender o valor do dinheiro? E ainda que proporcionar tudo isso não faça falta no seu orçamento, mais uma vez: precisa? Que tal limitar a um espaço físico a quantidade de brinquedos e quando ultrapassar doar o que está sobrando? Ou então, investir mais em brincadeiras e experiências do que em brinquedos e acessórios?

Se você não tiver a quem doar, procure uma igreja local ou orfanato no seu bairro. Sempre terá uma criança precisando daquele brinquedo que seu filho ganhou e só usou uma vez.

 

5- ESTIMULE A CRIATIVIDADE

dar atenção ao seu filho o fará mais feliz

Auto estima e criatividade, na minha opinião, são princípios básicos de felicidade e que andam juntos. Pode faltar muitas coisas, mas se tivermos isso, estaremos razoavelmente bem. Estimule isso com seu filho. Deixa ele brincar mais livre, inclusive com itens que não são brinquedos, como as panelas da sua cozinha, sua maquiagem ou caixa de ferramentas. Brinque junto com ele, dê atenção. A gente normalmente quer se esforçar mais quando temos parceiros de farra. Repreenda menos, ouça mais. Vire criança com ele! Aprenda a usar materiais recicláveis para fazer brinquedos. Uma lata de leite e um balão de festa podem virar instrumento musical. Uma garrafa PET pode virar uma garrafa sensorial. “A linguagem da criança é lúdica, através da brincadeira. Então, muitas vezes, diante da resistência dela precisamos criar estratégias de diversão para ela participar daqueles momentos”, ensina Marcela.

Você não precisa fazer um super planejamento na sua rotina para mudar certas práticas na convivência com a sua criança. Comece pequeno e sinta enormes diferenças com o passar do tempo.  Desligar o celular e ficar com seu filho, brincar de caça ao tesouro na sala mesmo, com lupa e lanterninha comprados em qualquer lojinha estilo “R$1,99”. Cantar no banho, brincar de fazer espuma, ou enfeitar o prato do almoço fazendo carinhas. Existem maneiras tão comuns e fáceis de estimular a criatividade no dia-a-dia, que a única coisa que você verdadeiramente precisa é libertar a sua mente da necessidade de sempre controlar, corrigir ou direcionar uma criança. Ah, se libertar da preguiça também ajuda. Eu sei, a gente está sempre cansado. Eu sei, eu sei. Te entendo!

“Na verdade, a ludicidade não sai da gente, mas infelizmente matamos nossa criança interna o tempo todo e é importante entrarmos em contato com esses sentimentos e assim nos conectarmos com a nossa criança real, que são nossos filhos”, completa Marcela.

 

6- DÊ LIMITES

Crianças que recebem limites quando necessários são mais felizes. O limite guia a gente pelo caminho da disciplina e do respeito ao espaço alheio e a si mesmo. Não deixe seu filho ser o rei ou a rainha do pedaço, mas não o humilhe na frente dos outros. Bater não é limite, é abuso de poder. E castigo ou gritos ativam no cérebro a mesma região ativada quando a criança apanha. Por outro lado, diálogo, amor e acolhimento não enchem cadeia. Exercite o não!: “Lembrando que cabe aos pais e a todos os líderes da criança (Professores, cuidadores), mostrar respeito mútuo e firmeza. O limite é extremamente necessário, mas com gentileza e acolhimento, sem autoritarismo. Diálogo, acordos, negociações e pontuações precisam ser incentivados e cumpridos de ambos os lados, buscando sempre as melhores saídas para os desafios cotidianos que aparecem em todas as famílias”, explica a educadora.

 

7- SEJA EXEMPLO

os pais são os espelhos para os filhos

Pode acreditar: você é a pessoa que seu filho mais admira nesse mundo. Pense nas suas atitudes, palavras e hábitos. Assuma a responsabilidade, deixe o celular de lado (estou falando muito disso, né?) e tome a frente. Seja exemplo, não apenas de alguém que trabalha muito para sustentar a família, mas de uma pessoa que está presente de corpo e alma, que está ouvindo aquela criança, e ensinando a ela o caminho que deve seguir. Mas não se desespere se você achar que não sabe que caminho é esse. A maioria de nós também não faz ideia. Criar uma criança é uma viagem sem bússola.

Estimule o senso ético e a honestidade desde cedo. Seu filho não pode voltar da escola com um brinquedo que não é dele e não devolver no dia seguinte. Nem mesmo agredir o coleguinha ou desprezar o porteiro, o moço da padaria ou desrespeitar a professora só porque ela o repreendeu. Eu sei, você repete 100 vezes a mesma coisa e parece que nunca aprendem. Quer saber uma boa notícia? Isso não é pessoal contra você ou sinal de que você está falhando. É apenas a imaturidade neurológica. E não sou eu quem digo isso, é a ciência. O cérebro infantil se forma por volta dos 7 anos, mas seu processo de maturação vai até os 20. Então apenas aceite que você vai ter que repetir as mesmas coisas ainda por muitas e muitas vezes. Não perca o foco e reveja sempre suas atitudes perante a vida. Elas falam muito mais de você do que as suas palavras.

“Envolver a criança na solução de problemas, mostrar empatia, respeito, principalmente a partir do modelo de respeito. Deixar claro que ela é importante dentro daquele ambiente e por isso deve estar envolvida em tudo, com voz ativa e com reconhecimento de suas demandas. Por vezes, o comportamento inadequado é apenas fruto de uma criança que se sente sozinha e sem referências de confiança. A partir de quatro anos já podemos incluir os filhos nas reuniões de família e é interessante ter essa prática pelo menos uma vez por semana”, ensina Marcela.

 

8- CONVERSE COM SEU FILHO ENQUANTO ELE DORME

Para encerrar este artigo, que daria um livro (eu sei) quero falar dessa técnica que aprendi e comecei a praticar quando Leona apresentou atraso de fala. Meu desespero naquela época era tamanho, que além de buscar tratamentos tradicionais, com Fonoaudióloga e investigação médica, fui atrás de formas mais holísticas que pudesse usar para estimulá-la e descobri o “sleep talk”, que consiste em falar frases curtas e afirmativas após a criança entrar na fase R.E.M (Rapid Eye Movement) do sono. Na prática, eu a colocava para dormir, esperava cerca de 10 a 20 minutos depois que ela tivesse pego no sono e falava ao seu ouvido pequenas frases sobre o quanto ela era capaz, inteligente, feliz, o quanto nos orgulhávamos dela e a amávamos. Faço isso até hoje, principalmente quando não durmo antes, rs… Mas por vezes despertei durante de madrugada e mesmo sabendo que não era o momento certo, fiz as afirmações.

Esperamos que tenham gostado das dicas. Difícil foi resumir tudo isso em um texto curto. E você pai, mãe ou cuidador tem alguma dica que queira nos contar? Poste nos comentários!

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